Especial Sexualidade Yahoo – Matéria nº4

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Sexo a três: existem regras?

Qui, 27 Ago, 04h42

Por Mariana Rezende/ Especial para o Yahoo! Brasil

Temos um famoso dito popular que diz que “um é pouco, dois é bom e três é demais”. Já Andy Warhol, o grande artista pop do nosso tempo, dizia que “um é companhia, dois é uma multidão e três é uma festa”. Vivemos em uma época em que o sexo não possui mais tantas regras rígidas, as possibilidades são cada vez maiores e todos se sentem mais livres para explorá-las. Quem nunca experimentou sexo a três, pelo menos teve e ainda tem bastante curiosidade de fazê-lo.

‘Ménage à trois’ é um termo de origem francesa, que em tradução livre pode ser algo como “mistura a três” e é frequentemente usado para descrever relações sexuais entre três pessoas. Não importando o gênero, a relação pode se dar entre heterosexuais, gays ou lésbicas. “Quanto mais mistura, melhor”, afirma a jovem estudante de Design Gráfico, Juliana Maria Macedo, de 22 anos.

Juliana, assim como dezenas de jovens, experimentou diversas formas do sexo a três. “Já fui o terceiro elemento em uma relação fixa de héteros e de gays, com uma amiga e um menino que ficamos na balada e já fiz também com o meu namorado e uma amiga dele. Não tenho pudores quando o assunto é sexo”.

Casos como o de Juliana são cada vez mais frequentes, os jovens procuram sempre novas formas de satisfazer suas fantasias e curiosidades em relação a tabus tão fortes como o sexo. Sendo feito de forma consciente e saudável, o sexo entre três pessoas é uma atividade sexual como qualquer outra, exigindo o mesmo cuidado com a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis e concepções indesejadas.

Michele Bueno, 20 anos, estudante de turismo, conta que participou de uma experiência bastante peculiar com dois colegas da faculdade. “Desde que entramos na faculdade parte da turma criou um laço muito forte de amizade, estamos juntos o tempo todo e sempre acampamos quando temos uma folguinha. Numa dessas viagens, eu e mais dois amigos conversávamos dentro de uma das barracas, e eles me perguntaram se eu já tinha feito sexo com mais de uma pessoa. Respondi que sim, com uma amiga e um amigo, mas nunca com dois caras”.

A situação é incomum, homens têm mais preconceito na hora do ménage à trois , “achei estranho, mas percebi que era o que eles queriam fazer. Uma coisa levou à outra e acabamos transando. Foi uma experiência incrível, nunca vou me esquecer”, diverte-se Michele.

Traição ou não, eis a questão

Rodrigo Alcantara, um produtor musical de 28 anos não considera o sexo a três uma forma de traição. Ele e sua esposa mataram a curiosidade há uns anos, com uma pessoa que ofereceu a possibilidade de passar uma noite com o casal. “Nós fomos escolhidos pela terceira pessoa, na verdade. Acho que isso foi bacana porque não partiu exclusivamente de algum dos dois, foi algo que conversamos e achamos que seria interessante. Tudo aconteceu naturalmente”.

Rodrigo e sua esposa não repetiram a experiência, “aconteceu apenas uma vez e foi bem interessante. Acho que contribuiu para o nosso relacionamento. Nós conversamos bastante antes e sabíamos o que esperar, o que deixou tudo mais tranquilo para o momento. Foi algo bom, porque nos ajudou a sair um pouco da rotina e matou nossa curiosidade sobre o assunto”.

Segundo Diego Henrique Viviani, psicólogo e especialista em sexualidade do Ipasex (Instituto Brasileiro de Sexualidade), “em alguns casos essa atividade se enquadra como algo completamente proibido, fora de cogitação, uma vez que isso pode estabelecer um quadro de desconfiança, de traição, do medo da perda da parceria”.

Incluir uma terceira pessoa na vida sexual não necessariamente constitui um problema em uma relação. Muitos casais como Rodrigo e sua esposa “praticam essa atividade e acham extremamente prazerosa e muitas vezes até a enxergam como algo positivo para a manutenção do relacionamento. Se ambos estão de acordo, tudo bem”, afirma Viviani.

Até que ponto é uma atividade saudável?

Luiz Marques, um programador de 32 anos conheceu pela internet um casal que propunha sexo a três. De forma discreta, Luiz marcou um encontro com o casal em um restaurante e foi conhecê-los. “Eles pareciam bem esclarecidos sobre o assunto, conversamos bastante e fizemos até piadas”, conta. Foram a um motel e tudo correu naturalmente, sem maiores percalços. “Comecei a perceber um estranhamento quando só uma das partes passou a me procurar com freqüência pela internet e me mandando mensagens de texto no celular. Coloquei-o na parede e ele abriu o jogo, dizendo que queria me ver sozinho, sem o seu parceiro”. Luiz optou por não encontrá-lo, uma vez que a forma proposta ultrapassava os limites da brincadeira a três.

No caso de Luiz, a premissa inicial foi violada – um dos parceiros não sabia inteiramente o que se passava, podendo dessa forma ter sua confiança no relacionamento abalada por uma traição.

Respeitar os limites do outro é sempre premissa de uma relação saudável. Diego Viviani, do Ipasex, completa “atualmente vivemos em uma sociedade mais permissiva do que antes, mas ainda assim existem regras estabelecidas como normais ou não, mas pelo fato da vivência sexual acontecer de maneira intimista isso fica a cargo de quem for realizá-la, desde que não interfira no bem estar de outras pessoas”.

Outras práticas

Além de ‘ménage à trois’, uma prática sexual muito comum nos dias de hoje é o ’swing’, também conhecido como troca de casais. Existem, inclusive, bares e casas noturnas especializadas em receber casais que praticam ou têm interesse pelo ’swing’. Algumas casas de ’swing’ permitem a entrada de solteiros, justamente para a prática do ‘ménage à trois’. Porém em sua grande maioria, só aceitam casais que dividam a filosofia da liberação sexual.

A estudante de Comunicação Social, Larissa Castro, de 21 anos, cedeu à pressão do namorado e foi conhecer uma casa do ramo, “ele insistia muito, sempre teve muita curiosidade, acabei indo com ele”. Larissa não se sentiu muito confortável com a situação, mas chegou a participar de algumas brincadeiras com outros casais, pois seu namorado a incentivou. Ela diz que “ele parecia empolgado e não quis cortar o clima, só que achei melhor não ir até o fim”. Larissa ficou só no beijo na boca, mesmo.

É sempre importante que casais ou indivíduos busquem uma vivência sexual saudável, que se previnam da maneira correta, e que tenham esclarecimento das conseqüências de seus atos, tanto em sua vida, quanto na vida de demais envolvidos.

Realizar fantasias sexuais de maneira prudente é uma forma muito saudável da nossa expressão individual. “Muitas pessoas têm fantasias sexuais e acabam por não satisfazê-las pelo medo da discriminação, ou por um próprio preconceito que a inibe de experimentar coisas novas. Qualquer experiência que possa ser vivida sem sofrimento físico e psicológico de todas as pessoas envolvidas pode ser encarado como algo saudável, essa é a premissa para uma atividade prazerosa livre de culpas”, completa Diego Viviani, especialista do Ipasex.

Especial Sexualidade Yahoo – Matéria nº3

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Sexo:  Será que todo mundo sabe do que se trata?

Qui, 20 Ago, 10h36

Por Mariana Rezende/ Especial para o Yahoo! Brasil

Não há quem negue que nunca bisbilhotou uma revista de mulher pelada do primo mais velho, ou leu contos eróticos em revistinhas de banca, ou espichou um olhar para a sessão de filmes pornôs da locadora do bairro. Os tempos mudaram – hoje em dia a internet proporciona todo o tipo de informação ao alcance de um clique. O fato é que a curiosidade sexual existe desde sempre. Todos, em alguma medida, querem saber, conhecer, ver e ouvir sobre este assunto tabu.

Eduardo Souza, 39 anos, conta que na sua adolescência o assunto era proibido em casa. Seu primeiro contato com o mundo do sexo foi ao ver revistas guardadas no fundo do armário do pai, “afinal, o que faziam aquelas revistas escondidas ali, sendo que todas as outras estavam à vista?”

As revistas pouco mostravam, os pais trancavam as portas dos quartos e a curiosidade corria solta nos intervalos de recreio nos colégios. Segundo Eduardo, “os filmes vieram juntos com o advento do vídeo cassete. Era novidade na época e um tio nos emprestou por uma semana o seu Betamax (formato de vídeo anterior ao VHS). E na época não tinham muitas locadoras. Então tínhamos que pedir emprestado a quem tivesse algum filme em casa. Um dia apareceram uns filmes diferentes com as revistas que ficavam escondidas. Aí uma coisa levou a outra e fui ver o que estava nas fitas. Era o conteúdo das revistas em movimento”.

Qual o momento ideal para falar sobre sexo?
Segundo um estudo realizado pelos ginecologistas Nelson Vitiello e Isméri Seixas Cheque Conceição, da Sociedade Brasileira de Sexualidade Humana(SBRASH), “a educação sexual deve se iniciar nos primeiros momentos da vida de um indivíduo, fato que não acontece dada a falta de preparo das pessoas em lidar com o sexo”.

A maioria dos pais, motivados pela própria iniciação sexual, preconceitos e tabus, evita tocar num tópico tão delicado com os filhos. Educação sexual acaba virando obrigação da escola, que por sua vez não tem como abordar um tema tão subjetivo sem o preparo necessário. Sexo então se torna um ato proibido. Muitas vezes é considerado feio e sujo, ficando reservado somente aos mais esclarecidos, modernos e descolados.

Ainda de acordo com o estudo realizado pelos especialistas Vitiello e Conceição, do SBRASH, “qualquer preconceito pode perturbar o processo educacional, mas preconceitos machistas, em especial, têm expressiva atuação no tocante à educação sexual. Um exame racional de nossas atitudes e ideias sobre papéis sexuais, homossexualidade e relações preconjugais, entre outros itens, pode melhorar a qualidade da orientação sexual, além de ajudar na busca do autoconhecimento e na melhora das condições de exercício de nossa sexualidade”.

Como contou Eduardo, em casa o assunto era proibido, “então o jeito era perguntar aos colegas na escola. Uns tinham irmãs mais velhas, outros viam as revistas dos pais que também ficavam escondidas. No final todo mundo trocava ideias para ver se tínhamos todos entendido a mesma coisa”.

Agora basta abrir algum site, clicar confirmando que se é maior de 18 anos e todo um mundo de pornografia se apresenta. Vídeos e fotos para todo o tipo de gostos, curiosidades e até estranhamentos. Todo mundo pode tudo, gostar do que quiser, se expressar como bem entender. Não importa o que os pais, professores ou médicos disseram, mas se existe a curiosidade sobre qualquer tema sexual, o acesso à ele na internet é muito fácil.

A iniciação sexual do brasileiro
A vida sexual do brasileiro atualmente se inicia mais cedo. De acordo com estudo do Ministério da Saúde, a média de idade para a primeira relação sexual é de 14 anos. Como o acesso às informações é maior, os adolescentes encontram mais espaço para exprimir sua curiosidade, não se importando muito em aprender o necessário para manter relações saudáveis e evitar a contração de doenças ou uma gravidez indesejada.

Daniel Lima, um estudante de 18 anos, conta que sempre teve muita facilidade em explorar os assuntos sexuais dentro de casa, com os pais e irmãos. Fato que não influenciou uma iniciação precoce, “perdi a virgindade com a minha namorada, recentemente. Os pais dela tinham viajado e aproveitamos a situação. Nós dois éramos virgens e tínhamos muita vontade de transar, mas sempre faltava uma oportunidade”.

O caso de Daniel é cada vez mais incomum, como ele disse, “a maioria dos meus amigos perdeu a virgindade com garotas de programas. E um amigo meu engravidou uma menina muito cedo, aos 15 anos”. Para ele, a primeira transa aconteceu com tranqüilidade, ambos se sentiam preparados e sabiam os riscos de não se prevenirem.

É muito importante que os pais estabeleçam um canal de comunicação com os filhos. A liberdade em tirar dúvidas e apresentar questionamentos estimula um crescimento sexual saudável, além de evitar que problemas maiores venham a acontecer.

Esconder ou mostrar?
As revistas de teor erótico mais antigas sempre incitavam o homem a buscar pelo conteúdo pornográfico em seu interior. As capas pouco mostravam. Atualmente pode-se ver boa parte do corpo de uma mulher ou homem na capa de uma revista. O sexo está cada vez mais explícito, o corpo humano cada vez mais banalizado e nem por isso o assunto deixa de ser um tabu tão grande.

É na adolescência que surge, junto com a curiosidade pelo sexo e pelo próprio corpo, o interesse sexual. É nesta fase que o jovem vai descobrir suas tendências não só sexuais, mas a de um tipo de relacionamento ideal. Portanto se faz necessária a abertura ao diálogo, tanto na escola quanto em casa. A descoberta da sexualidade é um processo de extrema importância na vida de uma pessoa e deve ser administrado com muito cuidado e respeito.

“É preciso que se estabeleçam limites do que o jovem pode ou não saber, de forma a não atropelar sua iniciação”, completam os especialistas da SBRASH.

Especial Sexualidade Yahoo – Matéria nº2

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Masturbação também é assunto de menina

Qui, 13 Ago, 02h08

Por Mariana Rezende/ Especial para o Yahoo! Brasil

Exercer a curiosidade com o próprio corpo é uma das maneiras mais saudáveis de se autoconhecer. A publicitária Fernanda Ribeiro se masturba quase que diariamente. Ela começou cedo, aos 6 anos. “Descobri que, durante o banho, o chuveirinho me fazia sentir uma cócega deliciosa. Desde o início, eu achava que era uma coisa que tinha que fazer meio escondida, não queria que meus pais me vissem fazendo aquilo. Hoje percebo que se trata de uma necessidade pura do ser humano, é instintivo, tem uma força incrível”, conta Fernanda.

Muitas mulheres não têm a coragem de admitir o mesmo que ela, que se masturbam, que gostam de experimentar as sensações que a sexualidade proporciona.

Segundo o psicólogo e pesquisador do IPASEX (Instituto Paulista de Sexualidade), Diego Henrique Viviani, “estamos habituados a ver os meninos serem incentivados à prática masturbatória, enquanto as meninas são incentivadas a não se manipular, repreensão baseada em uma série de mitos e crenças ineficazes à realidade como, por exemplo: “menina de família não deve fazer isso”, “vai machucar”, “perde o desejo sexual” e mais dezenas deles”.

Os mitos da masturbação
Ao longo da história da humanidade, muitos mitos surgiram para criar um processo de repressão moral e religiosa da masturbação. Na Idade Média, masturbar-se era considerado um grave ato pagão, chegando a ser punido com a morte na fogueira.

Ao contrário do que foi dito pelo psicanalista Sigmund Freud, em 1895, a prática masturbatória clitoriana não faz com que a mulher perca a aptidão para o orgasmo vaginal. Para Diego Viviani, “a automanipulação não é prejudicial. Pelo contrário, ela é benéfica, ajuda a pessoa a se conhecer, a entender o mecanismo do seu corpo para obter prazer individualmente e na relação sexual”.

Todos nós temos direito ao sexo
A saúde sexual é considerada um direito humano básico pela WAS (Associação Mundial pela Saúde Sexual). Segundo a Declaração dos Direitos Sexuais, “a sexualidade é uma parte integral da personalidade de todo ser humano. O desenvolvimento total depende da satisfação de necessidades humanas básicas, tais como desejo de contato, intimidade, expressão emocional, prazer, carinho e amor”.

A publicitária Fernanda Ribeiro completa: “Dar prazer ao próprio corpo é uma coisa muito bonita, em minha opinião”. Ela acredita que criar essa intimidade pode não ser fácil para algumas pessoas, “por questões sociais e culturais, mas se conhecer e se satisfazer é maravilhoso, e a mim sempre fez muito bem. Nada de culpa”.

O papel de aprender a realizar o prazer não deve ser somente de uma das partes num relacionamento. Guilherme Paes conta que sua namorada nunca tinha atingido o orgasmo com penetração, além de afirmar nunca ter se masturbado. “Ela era mais nova que eu e muito tímida. Queria que ela tivesse tanto prazer quanto eu, então resolvi, literalmente, dar uma mãozinha”, brinca. Ele conta que primeiro estimulou-a com o sexo oral, com as mãos e até comprou para ela um vibrador. “Hoje ela não tem problemas para gozar e se vira bem sozinha quando não estou por aqui”, diz Guilherme, que trabalha no ramo de hotelaria e viaja frequentemente.

Use a criatividade!
O pompoarismo é uma das muitas maneiras de se autoestimular. Para quem ainda não está familiarizado, pompoarismo é uma técnica milenar oriental e consiste na contração voluntária do períneo. Pode ser praticada tanto por mulheres quanto por homens. Nas mulheres, o períneo se encontra entre a vagina e o ânus. Nos homens, entre o saco escrotal e o ânus.

A prática feminina se dá através do uso bolinhas ligadas por um cordão de náilon, conhecidas também como bolinhas tailandesas ou ben-wa.

Um dos objetivos do pompoar é fazer com que a mulher tenha um maior domínio do seu corpo durante a relação, atingindo junto ao parceiro o prazer máximo. É uma forma de exploração mútua de prazer. A mulher perde o pudor com o próprio corpo e eleva sua autoestima.

Além de proporcionar mais prazer à vida sexual de um casal, o pompoarismo também evita problemas de saúde ligados à musculatura da região. Maísa Pacheco é proprietária da Sex Shop Vênus, uma loja especializada em produtos eróticos no movimentado cruzamento entre a Rua da Consolação e a Avenida Paulista, em São Paulo. Ela diz que a procura pelo ben-wa é crescente, não só por jovens, como também por senhoras idosas. “Elas buscam o ben-wa por recomendação de fisioterapeutas, pois o exercício auxilia nos problemas de incontinência urinária e bexiga baixa”.

Existem atualmente no mercado sexual diversos produtos estimulantes para o prazer feminino e do casal. Maísa Pacheco afirma que o número de mulheres que procura por vibradores, brinquedos eróticos, géis térmicos é superior ao número de homens. Segundo sua funcionária Cláudia Campos, o preferido entre as clientes é o gel térmico, que “além de facilitar a penetração, [o gel] quando esquenta, estimula ainda mais a relação”.

Os vibradores elétricos e os consolos de borracha também estão entre os favoritos das mulheres. “Hoje em dia, mulher nenhuma tem vergonha de entrar numa Sex Shop e comprar um vibrador, algumas para brincar sozinhas, outras com parceiro ou parceira. Vale tudo”, conta Maísa.

Procure Alternativas
Fernanda Sousa raramente atinge o orgasmo com a penetração, seja com parceiro casual, seja com um namorado. Ao longo do tempo foi aprendendo várias formas de se divertir na cama. “Quando fui morar com o meu namorado, comprei um vibrador pequeno – desses que parecem um batom, para a gente brincar. Aí era bem mais fácil eu conseguir ter um orgasmo. Enquanto ele me penetrava, eu colocava o vibrador no meu clitóris. No fim, desenvolvemos uma forma para eu gozar, mesmo sem o vibrador. Era muito gostoso sentir um prazer tão intenso junto com ele, então comecei a me interessar por isso”.

Um alerta!
Para o pesquisador do IPASEX, “a única maneira da masturbação ser prejudicial é no caso de uma compulsão sexual, pois, assim, a automanipulação irá ser usada a todo momento para diminuição de um estado de ansiedade, prejudicando o dia a dia dessa pessoa, atrapalhando em sua rotina e deveres.

Nesse caso, é necessário procurar ajuda especializada, pois pode ser que essa pessoa se machuque pela prática exacerbada, sem contar que ela acaba se colocando em comportamento de risco, procurando sexo a todo momento, muitas vezes com diversas parcerias e recorrendo à prática masturbatória quando não encontra sexo”.

Especial Sexualidade Yahoo – Matéria nº1

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Chega de desculpas para usar camisinha

Qui, 06 Ago, 03h36

Por Mariana Rezende/ Especial para o Yahoo! Brasil

O velho ditado “prevenir é melhor que remediar” nunca fez tanto sentido quando o assunto é sexo

Uns dizem que incomoda, outros alegam usar duas. Crendices populares à parte, ainda não inventaram um método mais eficaz que a camisinha na prevenção da gravidez e, principalmente, das doenças sexualmente transmissíveis. O consenso é geral, camisinha incomoda, sim. Não adianta relutar, o mais inteligente, mesmo, é usar.

Fernanda Sá, estudante, lembra que com seu primeiro namorado, aos 18 anos, decidiu tomar a pílula e abandonar o uso da camisinha. Em poucos meses descobriu-se com HPV, uma doença sexualmente transmissível que pode causar até câncer no colo do útero. “Nunca imaginei que poderia contrair uma doença, ele tinha sido meu primeiro, e me disse nunca ter transado com outras meninas sem camisinha”, conta Fernanda. Superado o trauma do tratamento complicado, Fernanda afirma usar camisinha sempre, mesmo com alguém de muita confiança. “Não quero passar por isso nunca mais”, diz.

Nunca se debateu tanto o assunto como se debate nos dias de hoje e o brasileiro sabe bem a importância do uso do preservativo. Mas, será que mesmo com tanta informação as pessoas usam a camisinha, de fato?

Segundo dados do Ministério da Saúde, dos de mais de 8 mil entrevistados em pesquisa de comportamento sexual, apenas 50% dos sexualmente ativos utiliza a camisinha com parceiros casuais ou fixos.

O contraditório é que a mesma pesquisa mostra que mais de 96% dos brasileiros têm conhecimento sobre a camisinha. Até mesmo entre pessoas de nível de escolaridade baixo, sabe-se que este é o método mais eficiente contra a Aids e demais doenças, além de evitar uma gravidez indesejada.

Uma resposta para o não uso do preservativo vem do psicólogo e pesquisador do Ipasex (Instituto Paulista de Sexualidade), Diego Henrique Viviani, que explica o seguinte: “alguns estudos estudos “>estudos “>relatam um aumento de pessoas que fazem a utilização, no entanto, os mesmos estudos relatam que o uso é mais frequente com pessoas que não mantém um relacionamento estável, e quando essa relação passa a ser estável deixam de utilizar”. O que ninguém espera é que aconteça algum imprevisto como o da Fernanda Sá, citada no começo dessa matéria, que acabou pegando uma doença do próprio namorado. Dá para confiar?

Tem camisinha para todos os gostos e tamanhos

Atualmente, é possível encontrar dezenas de tipos de preservativos no mercado. Há camisinha com sabores, tamanhos e texturas diferentes, por isso, não existe desculpa quando o assunto é se prevenir. É importante destacar que os fabricantes de preservativos sabem sim do desconforto de quem os usa e capricham no produto para não causar a tão citada sensação de “chupar bala com papel”.

(Um pouco de contextualização: a origem da camisinha data de 1.300 a.C. e foi primeiramente utilizada pelos egípcios como forma de prevenção às doenças sexualmente transmissíveis. Com o passar dos anos, descobriu-se sua eficácia contraceptiva.)

Sexo oral e anal também exigem camisinha

Embora muitos duvidem, também é possível a contaminação através do sexo oral. A disponibilização de preservativos aromatizados no mercado facilita aos que se incomodam com o forte gosto da borracha, no caso do sexo oral. Podem ser encontrados diversos sabores, como menta, morango, uva, laranja e chocolate. Algumas marcas importadas trabalham, inclusive com o sabor tequila!

Seu uso também é essencial na prática do sexo anal – modalidade sexual que mais mais “>mais “>favorece a proliferação de doenças. Para o sexo anal recomenda-se o uso de camisinhas mais reforçadas.

Importante: após a relação anal nunca utilizar a mesma camisinha na penetração vaginal, o risco de infecções é muito alto.

E se as meninas usassem uma camisinha, e não eles?

Nos últimos anos, a camisinha feminina vem ganhando popularidade. Apesar de ainda ser pouco encontrada em farmácias e casas do gênero, o preservativo feminino apresenta-se como uma alternativa interessante. Feita com poliuterano – um material plástico mais fino que o látex da masculina, a camisinha feminina também impede o contato dos fluidos entre o pênis e a vagina, oferecendo a mesma segurança durante a relação sexual.

Outro diferencial é seu “>seu seu “>tamanho, com 15 centímetros de diâmetro, a borda externa cobre toda a vulva, proporcionando assim a possibilidade do seu uso também no sexo oral. Para os que reclamam da camisinha cortar o clima, o preservativo feminino pode permanecer no corpo da mulher por até oito horas consecutivas, podendo ser colocado bem antes do início de uma relação.

Quem toma pílula precisa fazer uso da camisinha também?

Claro que sim, afinal a pílula só previne contra a gravidez indesejada, mas e as doenças sexualmente transmissíveis?

No entanto, algumas mulheres ainda sofrem com a adaptação hormonal e acabam engordando ou ganhando estrias e celulites. A publicitária Andrea Mello, 27 anos, conta que no caso dela a melhor opção sempre foi o uso da camisinha, pois ela teve dificuldades em encontrar um método contraceptivo que não tivesse tantos efeitos colaterais: “a pílula me dava enjôo e eu acabava sempre me esquecendo de tomá-la”. Já Priscila Cardoso, 28, administradora, faz uso de ambos os métodos, pílula e camisinha e dá o recado: “uma mulher prevenida vale por duas”, brinca.

Dicas:

Como colocar a camisinha masculina:

- Coloque a camisinha somente quando o pênis estiver ereto;

- Desenrole a camisinha até a base do pênis, mas antes aperte a ponta para retirar o ar;

- Após a relação, com o pênis ainda ereto, retire a camisinha com cuidado para evitar que o esperma vaze;

- Dé um nó no preservativo usado e o jogue fora, nunca use a mesma camisinha mais de uma vez.

Lembrando que a embalagem da camisinha deve manuseada com cuidado e nunca aberta com os dentes ou objetos pontiagudos. Não utilize lubrificantes à base de óleo que possam danificar o látex, use sempre os à base de água. Não se esqueça de verificar a data de validade. Todo cuidado é pouco!

Um alerta: às vezes, quando mal colocada, a camisinha pode estourar durante uma relação. Neste caso, interrompa o processo e faça uma higienização nas áreas íntimas com água e sabão. E bola pra frente com um novo preservativo!

Como colocar a camisinha feminina:

- Encontre uma posição confortável para você – pode ser em pé com um dos pés em cima de uma cadeira, sentada com os joelhos afastados, agachada ou deitada;

- Segure a camisinha com o anel externo pendurado para baixo;

- Aperte o anel interno e introduza na vagina;

- Com o dedo indicador, empurre a camisinha o mais fundo possível (a camisinha deve cobrir o colo do útero);

- O anel externo deve ficar uns 3 cm para fora da vagina – não estranhe, pois essa parte que fica para fora serve para aumentar a proteção (durante a penetração, pênis e vagina se alargam e então a camisinha se ajusta melhor);

- Até que você e o seu parceiro tenham segurança, guie o pênis dele com a sua mão para dentro da sua vagina.

- Uma vez terminada a relação, retire a camisinha camisinha “>camisinha “>apertando o anel externo; torça a extremidade externa da bolsa para garantir a manutenção do esperma no interior da camisinha; puxe-a para fora delicadamente.

Importante: Nunca reutilize um preservativo, tanto o masculino quanto o feminino.

Guia de Estilo Capricho

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Super Guia de Estilo na Escola

Publicado em 11/02/2009 16:58

Por Mariana Rezende | Edição e fotos: Renata Chebel

Super Guia de Estilo na Escola

Volta às aulas é sempre uma época de novidades. Mudança de turma, de colégio, de professores… As possibilidades são muitas! Que tal aproveitar o pique desse período para dar uma incrementada no visual?

Conversamos com algumas meninas para descobrir como elas fazem pra manter o estilo no dia-a-dia escolar. Aqui vão as dicas delas:

ACESSÓRIOS
A maioria das meninas prefere usar só relógio, brinco e, às vezes, anel: nada muito chamativo. Mas você pode incrementar seu visual com cintos, pulseiras, correntinhas e lenços. Acessórios coloridos acrescentam charme ao uniforme, que geralmente é em cores básicas e escuras.

“Uso sempre relógio e anel, e gosto de variar nos brincos usando, por exemplo, argolas vermelhas.”

- Bárbara Corrêa, 16 anos, Colégio São Luís.

SAPATOS x TÊNIS
Alguns colégios não permitem o uso de sapatos ou sandálias, mas liberam na escolha do tênis. Sendo assim, opte por modelos confortáveis, mas que traduzam um pouco do seu estilo. As opções são muitas: quem disse que não dá pra ficar chique de tênis?

All Star é um clássico: bom, bonito e barato. E você encontra em milhares de cores e estampas, ou seja, tem um pra cada estilo. Já os sneakers são um pouco mais caros, mas geralmente são os modelos mais lindos, duram bastante e são super confortáveis. Existe até gente que coleciona! Nike, Adidas, Reebok… todas essas marcas vivem lançando modelos ultra coloridos, bem fashion.

Uma outra opção, ainda, são os slip-ons, aqueles tênis fechados, sem cadarços, tipo sapatilhas, que você só precisa enfiar o pé. A marca Vans é famosa pelos seus modelos, mas várias outras marcas já lançaram os seus.

Agora, se no seu caso é tudo liberado, lembre-se de que a única regra é o conforto e aproveite! Deixe os tênis para os dias de educação física e tente variar usando sapatilhas, que também são muito confortáveis e você encontra em todas as cores e estampas que imaginar. As papetes com ou sem meia também são favoritas das meninas nas escolas que não exigem tênis. No verão, rasteirinhas e gladiadoras dão um up no jeans e são tendência forte da moda. E, no inverno, botas sem salto mantém seus pés quentinhos e o seu estilo em alta.

“Uso tênis só nos dias em que tenho aula de educação física. Nos outros, prefiro usar sandálias e papete.”
- Gabriela Falcade, 15 anos, Colégio São Luís.

BOLSA x MOCHILA
Isso depende muito da quantidade de materiais que você carrega. Quem tem muitos livros acaba indo de mochila, já que assim o peso fica distribuído e não prejudica a coluna. Diversas marcas estão fazendo modelos estampados que são luxo! E os modelos lisos, mais simples, são ótimos para serem complementados com buttons e chaveiros divertidos. Veja esse post publicado no blog Closet sobre mochilas de até R$100.

Mas pra quem tem que carregar pouco peso, existe uma infinidade de maxi-bolsas e bolsas tipo carteiro que podem acomodar seu material e deixar sua produção mais elaborada. É que uma bolsa bonita levanta qualquer look, até o uniforme mais sem graça! Daí vai do seu estilo: de lona, de nylon, listrada, lisa, de couro, de vinil, colorida, preta… e o bom é que ainda dá pra ir com ela pro shopping e pra balada.

Um fichário bacana ajuda bastante também, além de facilitar na organização. Você pode customizar a capa fazendo recortes de revista e cobrindo com contact.

“Prefiro usar bolsa ao invés de mochila, acho muito mais bonito. Troco o caderno pelo fichário e sempre uso faixinhas e tiaras pra manter o cabelo arrumado.”
- Stephanie Albanese, 15 anos, Colégio São Luís.

CABELO
Não é todo mundo que acorda com o cabelo impecável todos os dias. Algumas das meninas com quem conversamos se levantam beeem mais cedo pra poder se arrumar antes do colégio: lavam, secam, escovam, passam chapinha… o legal é usar o cabelo a seu favor, já que ele é a moldura do seu rosto. Pra quem gosta de penteados, existem alguns bem fáceis de fazer (clique aqui, aqui, aqui e aqui pra ver algumas das nossas dicas).

Mas se você não tem muita paciência e não quer sair de casa descabelada, invista em presilhas, tiaras e faixinhas, elas podem fazer a diferença no seu look. A Blair, de “Gossip Girl”, está sempre com uma fitinha ou tiara no cabelo, já reparou? É simples e fica com um ar arrumadinho. Se quiser saber mais sobre acessórios de cabelo, veja essa matéria que já publicamos aqui.

“Como eu moro um pouco longe do colégio, acordo bem cedo, por volta de cinco da manhã, pra me preparar. Seco o cabelo todos os dias e uso mousse nas pontas pra dar mais volume.”
- Lígia Oliveira, 16 anos, Colégio Objetivo.


Laís Torreão, 16 anos; Gabriela Falcade, 15 anos e Lígia Oliveira, 16 anos.

MAQUIAGEM
Muitas meninas não gostam, ou até mesmo não tem o hábito de se maquiar para o colégio. Mas é muito importante ressaltar que a maquiagem, além de disfarçar olheiras e manchinhas, serve para realçar traços, trazendo mais alegria para o nosso rosto (não é fácil acordar cedo, né?).

A dica é tentar passar ao menos um gloss ou batom, que mantém os lábios hidratados. Use blush pra ficar coradinha e rímel pra abrir o olhar. Nessa matéria aqui, destacamos duas maneiras diferentes de se maquiar para o colégio, confira!

Outro detalhe especial é o esmalte. Os coloridos estão em alta! Aproveite para manter as unhas sempre bem feitas e pintadinhas: é um detalhe a mais no seu visual.


Marina Rehder, 16 anos; Ana Carolina Magalhães, 16 anos e Raquel Songe, 17 anos.

“Gosto de usar um make básico, não saio de casa sem corretivo, blush e rímel.”
- Ana Carolina Magalhães, 16 anos, Colégio Objetivo.

ROUPAS
Para complementar seu look, você pode abusar das sobreposições e colocar uma camisetinha pólo ou blusas de manga longa por baixo do uniforme. Nos dias mais frios, tenha sempre um casaquinho a tiracolo, pode ser um cardigã ou um abrigo. Lenços e cachecóis mantém seu pescoço quentinho e são super estilosos.

Quem não precisa usar uniforme pode usar shorts de alfaiataria e bermudas jeans, desde que eles não sejam muito curtos. No inverno, vale combinar meia-calça opaca ou de lã com saias e shortinhos de alfaiataria. As leggings são uma opção para sair da calça jeans e ficam bem por baixo de vestidos.

“No frio gosto de usar casaquinhos e cachecóis, e durante o verão uso bermudas jeans ao invés da calça, por causa do calor.”
- Laís Torreão, 16 anos, Colégio São Luís.


Stephanie Amaral, Jou Limonada, Lílian Teixeira e Beatriz Correa mandaram fotos pra gente usando uniforme!

“Como minha escola não aceita nada muito extravagante, não dá pra ir tão estilosa, mas sempre procuro usar detalhes que façam a diferença. Cada dia faço um penteado diferente, um make diferente, acessórios legais que me diferenciam das demais garotas.”
-Lílian Teixeira